Nova data do Enem foi escolhida por ser fora de período letivo, diz ministro

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nova data do Enem foi escolhida por ser fora de período
letivo, diz ministro


O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse
nesta terça-feira (23), em Brasília, que o dia 15
de dezembro
foi escolhido para a aplicação das provas do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) para os estudantes prejudicados no exame realizado em
novembro porque a data já está fora do período letivo.

Até o momento, o
Ministério da Educação identificou 2.817 estudantes que foram prejudicados por
erros de impressão nas provas aplicadas no dia 6 de novembro.

 
“Era a melhor data. Não é mais período letivo. Fica muito fácil fazer a
locação das salas nas cidades onde ocorreu o episódio, facilitando o trânsito e,
nesse caso, vários vestibulares são marcados em dia de semana", disse o
ministro.

Segundo Haddad, as novas provas serão impressas pela mesma gráfica que ficou
responsável pelo exame do dia 6 de novembro, que apresentou problemas em alguns
cadernos entregues aos estudantes. O custo do novo exame ainda não foi calculado
pelo MEC, mas o ministro disse acreditar que seja superior aos R$ 40 registrados
como custo médio por estudante na primeira data da aplicação da prova.

“O Enem tem o custo médio de R$ 40 por estudante. Quero crer que vai sair um
pouco mais caro desta vez. Em função do número restritíssimo de estudantes, o
custo operacional aumenta, mas é um problema da gráfica”, afirmou Haddad.


Indenização
O ministro afirmou
que não entendeu o pedido de indenização
feito pela Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro.
A defensoria quer
que seja pago um salário mínimo (R$ 510) para cada estudante que se sentiu
prejudicado pelo Enem deste ano e não puder fazer a segunda prova.


“Não entendi bem a proposta ainda. As pessoas estão sendo reconvocadas para a
prova. Elas vão realizar o exame nas mesmas cidades em que foram convocadas,
está se assegurando um direito dessas pessoas. Não estamos discutindo uma
questão de governo. Estamos discutindo uma questão de Estado. E nós temos de dar
sustentabilidade para esse modelo. Não adianta nós criarmos questões que não
serão fáceis de serem solucionadas”, afirmou Haddad.


Questionado sobre um relatório técnico apresentado pelo Tribunal de Contas da
União (TCU), que pede que gestores do Ministério da Educação sejam multados por
terem supostamente autorizado a impressão de provas que não foram utilizadas, o
ministro afirmou que cabe ao MEC dar suporte para os servidores apresentarem
suas defesas.


“Temos de respeitar a área técnica. Agora o pleno vai votar a matéria, os
servidores vão ter o direito de se defender, de esclarecer. É uma atitude
natural de auditoria, de supervisão de atividade do Executivo. Cabe ao MEC dar
suporte aos servidores apresentarem suas alegações. Esses servidores nem estão
mais no MEC. Enfim, vão ter o momento de se explicar", afirmou.


Na análise do ministro, apesar dos problemas,"o Enem saiu fortalecido". "O
que o país está hoje discutindo é manter o processo seletivo de vestibular ou
não, ou enfrentar o desafio da mudança. E o que as universidades estão
sinalizando é que preferem enfrentar o desafio da mudança do que ficar com um
modelo anacrônico e único no mundo, que é o do vestibular, que tanto tem causado
prejuízo", disse.

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